sábado, 30 de junho de 2012

Na proa de um navio negreiro


Vamos dizer que o tráfico negreiro não acabou
Vamos dizer que te respeitam “neguinho” por tua cor
É sempre uma cara feia alheia ao seu sentimento
Gritos virão do gueto e não mudamos de comportamento
Mil e quinhentos, e ainda usam os mesmos argumentos
...
Para uma história mau contada e sem fundamento
Um vício a ser mantido, ou uma corrente a ser quebrada?
O preço da abolição pago com chibatadas
A face forte, e os ideais de um revolucionário não morrem (não conseguiram acabar)
Com o olho aberto, e o sorriso, mesmo após a morte: se não perdermos a ternura, assim seremos fortes!
De antemão já vou dizendo, louvável o sentimento: se rebelar contra um poder imenso, e a dor.
Baixem as velas dos veleiros, escravos prisioneiros, estamos mantidos em Salvador.

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